9 GERAÇÕES

Fazendo e bebendo
a Cachaça Século XVIII no
Engenho mais antigo do Brasil

SOBRE NÓS

A HISTÓRIA DO
ENGENHO BOA VISTA



No coração da tradição ancestral da família Chaves, a história da Cachaça Século XVIII se entrelaça com o legado do Engenho Boa Vista, um marco de três séculos de história brasileira. Não se sabe ao certo quando tudo começou; entre as pedras de uma demolição, havia uma datada de 1717. Foram paulistas ou emboabas? Não se sabe. Da família do Tiradentes, sabemos.

Pedras e telhas cobertas de pátina evocam um tempo de ritmo lento, marcando a ampla construção tricentenária, símbolo de arquitetura e engenho. O fazer artesanal é aqui uma integração íntima com a natureza: a roda d’água murmura seu trabalho constante, o fermento caipira empresta sua magia e o fogo direto da fornalha queima o bagaço, num processo ecológico indispensável para a produção de uma cachaça que exige paladares refinados. Begônias e avencas espreitam sob o grande rodízio de sete metros, testemunhas de um ciclo que se repete há nove gerações, destilando a garapa segundo segredos que laboratórios modernos, aos poucos, começam a desvendar.

Ao degustar a Cachaça Século XVIII, produzida na cidade de Coronel Xavier Chaves, você saboreia não apenas uma bebida, mas um fragmento vivo da história do Brasil. Este engenho, o mais antigo em funcionamento no país segundo a EMBRATUR, foi legado a Domingos da Silva Xavier, irmão de Tiradentes, “para efeito de se tornar sacerdote”. Hoje, sob a orientação de Nando Chaves e seus filhos, a tradição de produção e a estrutura original são meticulosamente preservadas, garantindo a continuidade deste patrimônio familiar que transcende o tempo.

Produção

PRODUÇÃO DAS CACHAÇAS SÉCULO VIII

A tradição na produção da Cachaça Século XVIII foi preservada ao longo de várias gerações, apesar das intervenções necessárias dos órgãos fiscalizadores para atender às exigências sanitárias. Esta cachaça cristalina revela cor, aroma e sabor que são a essência de uma verdadeira obra-prima. O armazenamento é realizado meticulosamente em dornas de aço inox, seguindo as normas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Rubens Chaves, proprietário, descreve com orgulho: "Não temos apenas uma destilaria, mas um museu em funcionamento". Seguindo um preceito fundamental, a produção da Cachaça Século XVIII é guiada pela missão de recriar a bebida que foi apreciada por figuras históricas como Tiradentes. Aos 91 anos de idade, Seu Rubens ainda toma sua dose diária, afirmando: "É a mesma!" Aprovando a produção de seus netos, Francisco e João Chaves.

Assim, preserva-se de maneira íntegra a técnica de produção familiar que perdura há 300 anos. Utilizando milho crioulo plantado no meio do canavial e fubá inoculado com o terroir local, multiplicam-se as leveduras nativas das Vertentes. Diariamente, a fermentação alcoólica transforma o caldo de cana da região em um vinho especial. Este líquido único é destilado em alambiques de cobre, mantendo-se fiel à estrutura ancestral, para extrair o coração sublime da cana-de-açúcar: 60 litros de essência pura de cada tonelada de cana.

Produção

ETAPAS DE PRODUÇÃO


Cachaça na mídia

CONCURSOS E
PREMIAÇÕES

Um pouco mais sobre nós

A FAMÍLIA CHAVES


A história do Engenho Boa Vista vai além da tradição, sendo também sobre uma jornada familiar que atravessa gerações, sempre fiel à essência da cachaça artesanal. Nas últimas décadas, essa jornada passou pelas mãos de três gerações da família Chaves, cada uma deixando sua marca na continuidade desse legado.

Rubens Chaves, atual proprietário, assumiu o engenho após se aposentar no Banco do Brasil. O que era um patrimônio histórico de sua família tornou-se também sua missão, garantindo que a produção seguisse firme sem perder suas raízes. Seu compromisso com a autenticidade e a qualidade da cachaça consolidou ainda mais o nome do Engenho Boa Vista.


Na década de 1980, seu filho, Nando Chaves, começou a se envolver com o engenho enquanto estudava zootecnia na Universidade Federal de Viçosa. Durante as férias, ele trocava os estudos pelo alambique e, aos poucos, se apaixonou pelo ofício. A curiosidade virou dedicação, e com o tempo ele aprofundou seus conhecimentos, assumindo de vez a produção e liderando o engenho por quase 40 anos.

Em 2020, a tradição seguiu seu curso natural e passou para Francisco Chaves, zootecnista e especialista na produção de cachaça de alambique pela Universidade Federal de Lavras. Com uma visão moderna e um profundo respeito pelas práticas ancestrais, ele assumiu a produção, garantindo que a cachaça do Engenho Boa Vista mantivesse sua excelência.

Mais recentemente, em 2024, o engenho ganhou um novo capítulo com a chegada do responsável técnico da produção, João Fernando Chaves: Engenheiro de alimentos e irmão de Francisco. Juntos, os dois trabalham lado a lado com Nando Chaves, unindo conhecimento, tradição e inovação para manter a cachaça do Engenho Boa Vista como referência de qualidade.

E Rubens Chaves? Hoje, aos 92 anos, ele se mantém no papel mais importante de todos: o controle de qualidade. Afinal, nenhuma cachaça sai do engenho sem antes passar pelo seu exigente paladar.

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